Nunca achei que trabalho voluntário fosse algo restrito a lugares específicos. Pelo contrário. Sempre acreditei que ajudar alguém pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento, com qualquer pessoa. E é justamente por isso que decidi escrever sobre isso.
Já dei muitas consultorias de graça para pessoas que conheci aleatoriamente. Pessoas começando um pequeno negócio e que não sabem por onde começar, saem da minha companhia com um plano de negócios. E eu saí com a sensação de que fiz algo que importava, que fará a diferença na vida de alguém.
Voluntariar é isso. É doar tempo, escuta, conhecimento. Voluntariar é olhar para o lado e perceber que alguém precisa de algo que você tem. E não precisa ser formal. Não precisa ter crachá. Às vezes, é só uma conversa no elevador, uma ajuda com o currículo, uma dica que pra você é simples, mas para alguém pode fazer toda a diferença. Às vezes, é só estar disponível.
O mundo está cheio de pessoas aleatórias que cruzam nosso caminho todos os dias. E muitas delas estão tentando, lutando, começando. Não é preciso esperar um chamado oficial para ajudar. A vida já está chamando. O voluntariado pode acontecer na fila do mercado, na mesa do café, no grupo da escola das crianças.
Eu aprendi que o impacto não está no tamanho da ação, mas na intenção com que ela é feita. E que quando a gente se dispõe a ajudar, mesmo que seja fora dos lugares oficiais, a gente cria redes invisíveis de apoio que sustentam um pouco de esperança em um mundo cruel, frio e onde todos estão lutando lutas difíceis, solitárias e muitas vezes invisiveis.
Voluntariar com as pessoas mais aleatórias do mundo é, na verdade, voluntariar como estilo de vida. É estar atento. É estar presente. É entender que todo mundo precisa de um empurrão em algum momento. E que esse empurrão pode vir de você.
Que Deus te abençoe.
Com amor, Taty