
O Questionário de Proust atravessou mais de um século conquistando gente de todas as idades. De artistas e escritores a adolescentes curiosos, e continua sendo um dos exercícios de autoconhecimento mais interessantes que eu conheço. Criado a partir das respostas do jovem Marcel Proust em um álbum de perguntas da era vitoriana, ele se tornou um clássico pela simplicidade e profundidade. Abaixo, respondo cada pergunta segundo a minha visão atual (dez 2025), e deixo a recomendação: faça o seu também. Eu já fiz em outras épocas da vida. É interessantíssimo o que aparece quando a gente se questiona.
1. O principal traço do meu caráter
LEALDADE.
2. A qualidade que mais aprecio em um homem
LEALDADE.
3. A qualidade que mais aprecio em uma mulher
LEALDADE.
4. O que mais aprecio nos meus amigos
LEALDADE.
5. Meu principal defeito
É difícil definir um só, porque eu tenho muitos, mas talvez seja pensar demaaaaaaaais sobre todas as coisas de forma infinita, exaustiva e enlouquecedora (kkk) e ser uma pessoa muuuuuuuuuuito sentimental.
6. Minha ocupação preferida
Aprender/Estudar/Ler
Divagar/Refletir/Conversar
Estar com as pessoas e animais que eu amo.
Comer e Cozinhar
7. Meu sonho de felicidade
Acho que o meu sonho é como aquela música do John Lennon: ?imagine todas as pessoas vivendo suas vidas em paz, sem ganância ou fome, uma irmandade dos homens, todas as pessoas compartilhando o mundo inteiro, vivendo o presente, sem países, sem motivos para matar ou morrer, e sem religião também.?
8. Qual seria o maior dos infortúnios?
Nascer.
Toda vez que eu me deparo com características da sombra humana. As coisas horrorosas do ser humano - ganância, crueldade, desonestidade, violência, psicopatia, manipulação, egoísmo, engano, arrogância, preconceito? Lembro que o maior infortúnio não é um acontecimento, mas a própria condição humana. O ser humano é o pior infortúnio que eu conheço.
9. O que eu gostaria de ser?
Uma pessoa boa, justa, generosa... feliz. Tem uma música, da minha cantora favorita, que acho que responde exatamente o que eu gostaria de ser: That I Would Be Good da Alanis Morissette.
10. O país onde eu desejaria viver
Hoje? EUA Texas! Kkk
11. A cor que prefiro
Preto e branco. (libriana não sabe dizer uma coisa só, já repararam?)
12. A flor que prefiro
Tulipas e Girassóis.
13. O pássaro que prefiro
Eu não entendo de pássaros, talvez em alguns dias uma águia e em outros um beija-flor?
14. Meus autores preferidos em prosa
Fernanda Young, Schopenhauer, Olavo de Carvalho, Renato Russo, Alanis Morissette ...
15. Meus poetas preferidos
Fernando Pessoa. Eu não li muita poesia.
16. Meus heróis preferidos na ficção
Não faço a menor ideia! No meu atual estado de espírito eu diria que é o John Wick hahahah
17. Minhas heroínas preferidas na ficção
Eu nunca pensei sobre isso, as pessoas tem isso? A Angelina Jolie em Sr. e Sra. Smith (odeio ela na vida real, mulher desequilibrada), mas no filme ela é perfeita! Kkk
18. Meus pintores favoritos
Eu não entendo de pinturas...
19. Meus compositores favoritos
Beethoven, Renato Russo, Alanis Morissette...
20. Meus heróis na vida real
Jesus.
21. Minhas heroínas na história
Eu! Eu sou a heroína da minha vidinha.
22. Meus nomes favoritos
Não tenho nomes favoritos.
23. O que eu mais detesto
Eu detesto muitas coisas: gente que fala gritando, pessoas desleais, pessoas desonestas, pessoas covardes, gente que maltrata, ofende, humilha e xinga os outros. Arrogância. Falta de respeito, estupidez, grosseria. Eu detesto a fome, a violência, o mundo como ele é. Eu detesto a maldade humana. Eu detesto injustiça, crueldade e ingratidão...
24. Personagem histórica que mais desprezo
Todos os políticos, os reis, padres, pastores, TODOS os exploradores de outras pessoas ao longo da história...
25. O feito militar que mais admiro
Fui pesquisar um pouco pra ver se existia algo que eu pudesse responder aqui, busquei no google se algum dia os homens conseguiram sentar, conversar e se entender sem precisar mandar as pessoas se matarem para que eles tivessem mais poder. E o Chat GPT me disse:
? A Revolução dos Cravos, em Portugal (1974) ? praticamente sem violência, o poder mudou de mãos com flores nos fuzis.
? A Queda do Muro de Berlim (1989) ? não foi batalha; foi acordo, abertura e coragem civil, e isso encerrou uma guerra fria sem um tiro.
? O Tratado de Vestfália (1648) ? cansados de guerra, sentaram e reconstruíram a Europa com conversa.
Não sei se a descrição dos eventos acima corresponde a realidade, (provavelmente não), mas se sim, acharia mais decente. Na prática, eu sei que o homem é tão asqueroso que disputa, mata, corrompe... E que vence o mais poderoso. E a prática sempre me enoja, não gostaria de viver em um mundo de seres assim (e me colocaram aqui, socorro!).
26. A reforma que mais estimo
A reforma que eu mais estimo nunca aconteceu, que seria a reforma no coração dos homens. A reforma que foi pregada por Jesus, e que quase NINGUÉM entendeu: amem uns aos outros.
27. A dádiva da natureza que eu gostaria de ter
A leveza de não me abalar com absolutamente nada. Ser tão desapegada que, às vezes, pareceria que eu mal estou aqui. Ser alheia ao mundo, um jeito de quem vive na superfície das coisas e jamais se aprofunda em nada. Porque no fundo, nada vale o desgaste.
28. Como eu gostaria de morrer
Rápido, dormindo.
29. Meu estado de espírito atual
De saco cheio. kkk
30. Os erros que me inspiram maior indulgência
Eu tenho uma capacidade de compreender profundamente os erros humanos, talvez até todos. Eu analiso cada situação e reconheço que as pessoas erram por motivos diversos. Sempre existe uma razão por trás de qualquer atitude, ainda que isso não justifique a escolha feita. Esse excesso de empatia é algo que tenho, mas não considero exatamente uma qualidade, até preferiria ser mais simplista. Mesmo assim, compreender não significa tolerar. É justamente nessa fronteira, entre entender e não compactuar, que ajusto minha postura diante dos erros.
Fim.
Você já respondeu ao famoso Questionário de Proust? Anote as perguntas e responda também. Que Deus te abençoe.
Com amor, Taty