"Hoje entendo bem meu pai.
Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
O mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa.
É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo.?
Conhecer a obra (livros, palestras, documentário, entrevistas) do velejador Amyr Klink é uma excelente maneira de ocupar seu tempo enquanto se inspira. Ele fez sua primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul, uma jornada de 3.700 milhas e 100 dias pelo Atlântico antes mesmo de eu nascer, em 1984. Essa história foi retratada no seu best seller Cem Dias entre o Céu e o Mar, livro que eu li e recomendo muito.