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A Teoria dos Temperamentos é um dos modelos mais antigos criados para explicar o comportamento humano. Sua origem remonta à Grécia Antiga, com Hipócrates, considerado o pai da medicina (será que ele existiu mesmo?). Ele acreditava que o corpo humano era regido por quatro humores: sangue, bile amarela, bile negra e fleuma. Cada humor estaria associado a um temperamento específico: sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático. Essa ideia buscava relacionar saúde física e características psicológicas, criando uma visão integrada do ser humano.


Com o passar dos séculos, outros pensadores deram continuidade a essa teoria. Galeno, no século II d.C., expandiu o modelo e detalhou como cada humor influenciava corpo e mente. Embora ainda fosse uma explicação filosófica, sua abordagem trouxe mais estrutura e sistematização. Já na modernidade, a psicologia começou a se afastar dessas concepções e buscou modelos fundamentados em pesquisa empírica.


Carl Jung, por exemplo, desenvolveu a teoria dos arquétipos e funções psicológicas. Hans Eysenck propôs dimensões de personalidade como extroversão, neuroticismo e psicoticismo. Mais recentemente, o modelo Big Five (ou OCEAN) se consolidou como o mais aceito, descrevendo a personalidade em cinco fatores: abertura, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neuroticismo.


A diferença entre os modelos antigos e os modernos é clara. Enquanto Hipócrates e Galeno se apoiavam em metáforas filosóficas e na ideia dos humores corporais, a psicologia contemporânea utiliza métodos científicos, estatística e neurociência para validar suas teorias. Os temperamentos clássicos eram uma tentativa de explicar o comportamento humano de forma simbólica. Já os modelos atuais buscam precisão e replicabilidade.


O que aconteceu com a teoria dos temperamentos é que ela foi descartada pela ciência. Não há evidência biológica que sustente a ligação entre os humores e os traços de personalidade. Apesar disso, a teoria ainda é utilizada em contextos educacionais, religiosos e de autoajuda, funcionando como metáfora ou ferramenta de reflexão pessoal. Eu, particularmente, gosto muito, mas não concordo com tudo. Por sinal, eu sou colérica e você?

 

Vou deixar um link para você fazer o teste aqui: https://www.refletirpararefletir.com.br/testes/qual-o-seu-temperamento


O que existe hoje são modelos de personalidade validados por pesquisa. O Big Five é o mais aceito, pois foi testado em grandes amostras e replicado em diferentes culturas. O MBTI (Myers-Briggs) também é popular em ambientes corporativos e de coaching, embora tenha menos validação científica. Eu até tenho essa formação de Análise Comportamental em MBTI, e sinceramente acho ela muito boa. Esses modelos substituíram os temperamentos clássicos, oferecendo uma visão mais precisa e confiável da personalidade.


Uma reflexão importante: nenhum teste é capaz de descrever com precisão a complexidade de um ser humano. Testes servem para parâmetros, contextos, mas nunca como definição exata. Eu resolvi trazer essa pauta aqui porque virou moda falar dos temperamentos (agora que virar cristão virou mainstream). E nunca se esqueça que o seu ?temperamento? ou estilo de ser deve ser aprimorado ao longo da vida, devemos melhorar sempre, todos os dias, em todos os aspectos... Ou pelo menos tentar!

Com amor, Taty